Na primeira parte da década de 1980, um reprodutor da raça zebuína Gir, de vultoso valor, foi vendido a um pequeno fazendeiro, a fim de que o touro, pelo sistema da monta natural, melhorasse o seu plantel, constituído, basicamente, de bovinos curraleiros.
No entanto, o marruás se mostrou sexualmente indiferente às vacas no cio que lhe foram colocadas à disposição no curral. Pela sua impotência e inoperância, ele ganhou o apelido de xibungo. Entre o vendedor e o adquirente lavrou-se uma forte desavença, que acabou resultando em dois homicídios.
Vinte e poucos anos depois, um jornalista toma conhecimento, enquanto faz uma entrevista no Museu do Zebu, em Uberaba/MG, de que uma empresa foi acusada perante o Ministério da Agricultura, da venda falsificada de sêmen bovino. O esquema fraudulento teria sido descoberto por um adquirente de algumas ampolas do produto, por meio das comparações discrepantes feitas, através do exame do DNA, de amostras das crias e o de sua suposta valiosa progênie.
Coincidentemente, uma das pessoas envolvidas no engodo criminoso, de maneira sub-reptícia, é justamente um assassino, que nunca havia sido preso antes e que, presentemente, é deputado federal e rico fazendeiro na cidade de Três Capões.
O jornalista, por sua vez, mantinha forte vínculo com uma das vítimas.
Então, o que irá acontecer?
PAULO FERNANDO SILVEIRA
É natural de Conceição das Alagoas/MG. Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, ocupando a cadeira nº 20. Fez várias viagens internacionais de estudo, notadamente na Europa, Estados Unidos e Canadá. Cursou inglês em Londres, Inglaterra. Foi Advogado por dezoito anos e Professor Universitário. Chefiou, por longos anos, as Carteiras de Câmbio e Comércio Exterior – CACEX, da agência do Banco do Brasil em Uberaba/MG. Iniciou sua carreira de magistrado federal na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. Atuou, também, como Juiz Federal em Ribeirão Preto/SP, Belo Horizonte/MG, Uberlândia/MG e Uberaba/MG.