Autor/Autores: Juliana Gerent
ISBN v. impressa: 978652631211-7
ISBN v. digital: 978652631603-0
Acabamento: Brochura
Formato: 15,0x21,0 cm
Peso: 407grs.
Número de páginas: 328
Publicado em: 29/10/2024
Área(s): Direito - Ambiental; Direito - Civil - Responsabilidade Civil; Direito - Constitucional
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Esta é uma obra sobre a ciência do Direito Animal inserida no ordenamento jurídico e distinta do Direito Ambiental. A fundamentação do reconhecimento dos direitos dos animais inicia-se na filosofia animal que ao admitir a senciência dos animais opõe-se ao especismo e, com isso, defende a vida dos animais, como é o caso da tese abolicionista, ou seu bem-estar, como a tese benestarista. A Constituição Federal desde 1988 dispõe expressamente o direito dos animais de não serem maltratados e, portanto, constata serem eles portadores de uma dignidade que vai além do ser humano. Legislações federais, leis estaduais e documentos internacionais complementam o dispositivo constitucional, em muitos casos prevendo os animais como sujeitos de direitos fundamentais e portadores de legitimidade processual. Há diversas decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal em casos importantes envolvendo maus-tratos aos animais que confirmam o direito fundamental deles ao bem-estar, mas não o direito fundamental à vida. Mencionadas decisões foram relevantes para o reconhecimento do Direito Animal como um novo ramo da ciência jurídica embasado sob um novo paradigma, o biocêntrico. Embora os elementos essenciais para se afirmar a existência desse novo ramo jurídico estejam presentes, como denominação, conceito, objeto, leis e princípios, há lacunas legislativas que precisam ser preenchidas para uma efetiva tutela dos animais. A proposta deste livro é a elaboração de uma Teoria Geral do Direito Animal que disponha expressamente os animais como sujeitos de direitos, com personalidade jurídica sui generis, capacidade de direito plena, plena reduzível e reduzida, e incapacidade de exercício absoluta e permanente. Esta obra ainda analisa diversas decisões judiciais em que os animais foram autores das ações, a chamada judicialização terciária. Muitas delas negaram legitimidade ativa ad causam aos animais sob argumentos de que não seriam sujeitos de direito, não teriam personalidade, tampouco capacidade jurídica. Em que pese o equívoco dessas fundamentações, elas serviram para embasar a tese proposta nesta obra, qual seja, a necessidade de se elaborar uma Teoria Geral do Direito Animal para que a tutela jurídica dos animais, como sujeitos de direitos, seja definitiva e inquestionavelmente uma normalidade no cenário jurídico nacional.
JULIANA GERENT
Doutora em Direito Ambiental Internacional pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), com doutorado sanduíche na Universidad de Valencia/Espanha. Ex-bolsista da CAPES. Mestre em Tutela Coletiva dos Direitos Supraindividuais pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Especialista em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR/Campus Londrina). Graduação em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Professora de graduação e pós-graduação. Autora de diversos artigos jurídicos em revistas especializadas e capítulos de livros. Autora das obras: Conflitos Ambientais Globais – mecanismos e procedimentos para solução de controvérsias e Dano Psíquico – aspectos sociológico, psiquiátrico, psicológico e jurídico, ambas da Juruá Editora.
INTRODUÇÃO
Capítulo 1 - DO ESTADO DE DIREITO AMBIENTAL PARA O ESTADO DE DIREITO ECOLÓGICO E O DIREITO ANIMAL
1.1 ESTADO DE DIREITO AMBIENTAL
1.2 ESTADO DE DIREITO ECOLÓGICO
1.3 DIREITO ANIMAL
1.4 PARADIGMAS DO CENTRO DO ESPAÇO JURÍDICO
1.4.1 Antropocentrismo
1.4.2 Antropocentrismo Alargado
1.4.3 Biocentrismo
1.5 CASO PRÁTICO DA GOVERNANÇA JUDICIAL ECOLÓGICA: O CASO DO PAPAGAIO VERDINHO
Capítulo 2 - UMA COISA CHAMADA ANIMAL
2.1 ANIMAIS USADOS EM EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS
2.2 ANIMAIS USADOS PARA O ENTRETENIMENTO
2.2.1 Briga de Galo
2.2.2 Briga de Cães
2.2.3 Farra do Boi
2.2.4 Crueldade nos Rodeios
2.3 CRIAÇÃO INDUSTRIAL DE ANIMAIS E SEUS ABATES
2.3.1 Boi
2.3.2 Carne de Bezerro - Vitela
2.3.3 Vaca Leiteira
2.3.4 Frango
2.3.5 Galinhas Poedeiras
2.3.6 Porcos
Capítulo 3 - FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS NA DEFESA DOS ANIMAIS
3.1 OS ANIMAIS SOB A FUNDAMENTAÇÃO ÉTICA DE HUMPHRY PRIMATT
3.1.1 Teses de Humphry Primatt
3.2 ESPECISMO
3.3 TESE BENESTARISTA - PETER SINGER
3.4 TESE ABOLICIONISTA - TOM REGAN
3.5 REFORMA OU ABOLIÇÃO? BENESTARISTA X ABOLICIONISTA
3.5.1 Defensores dos Direitos dos Animais x Defensores do Bem-Estar Animal
Capítulo 4 - FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL NA DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS
4.1 A TUTELA CONSTITUCIONAL DOS ANIMAIS
4.2 DECRETO FEDERAL N. 24.645/1934
4.3 LEIS FEDERAIS
4.3.1 Lei n. 5.197/1967
4.3.2 Lei n. 7.173/1983
4.3.3 Lei n. 7.643/1987
4.3.4 Lei n. 9.605/1998
4.3.5 Lei n. 10.519/2002
4.3.6 Lei n. 11.794/2008
4.3.7 Lei n. 10.406/2002
4.3.8 Lei n. 13.364/2016
4.3.9 Lei n. 13.426/2017 e Lei n. 14.228/2021
4.4 LEIS ESTADUAIS
4.4.1 Lei n.11.140/2018 do Estado da Paraíba
4.4.2 Lei n. 8.145/2018 do Estado do Rio de Janeiro
4.4.3 Lei n. 14.037/2003 do Estado do Paraná
4.4.4 Lei n. 15.363/2019 do Estado do Rio Grande do Sul
4.4.5 Lei n. 12.854/2003 do Estado de Santa Catarina
4.4.6 Lei n. 11.977/2005 do Estado de São Paulo
4.4.7 Lei n. 8.060/2005 do Estado do Espírito Santo
4.4.8 Lei n. 4.060/2007 do Distrito Federal
4.4.9 Lei n. 10.169/2014 do Estado do Maranhão
4.4.10 Lei n. 15.226/2014 do Estado de Pernambuco
4.4.11 Lei n. 22.231/2016 do Estado de Minas Gerais
4.4.12 Lei n. 8.366/2017 do Estado de Sergipe
4.4.13 Lei n. 10.326/2018 do Estado do Rio Grande do Norte
4.5 DOCUMENTOS INTERNACIONAIS
4.5.1 Declaração Universal dos Direitos dos Animais - 1978
4.5.2 Declaração de Cambridge sobre a Consciência - 2012
4.6 PROJETOS DE LEI
4.6.1 PL 7.196/2010
4.6.2 PL 1.058/2011
4.6.3 PL 27/2018
4.6.4 PL 3.676/2012
4.6.5 PL 145/2021
Capítulo 5 - FUNDAMENTO JURISPRUDENCIAL NA DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS
5.1 RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 153.531-8 DA "FARRA DO BOI"
5.2 AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.856 DA "RINHA DE GALOS"
5.3 AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.983 DA "VAQUEJADA"
5.4 RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 494.601 DO CULTO E LITURGIA DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
5.5 ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL N. 640 DO ABATE DE ANIMAIS APREENDIDOS EM SITUAÇÕES DE MAUS-TRATOS
5.6 EMENDA CONSTITUCIONAL N. 96/2017 - § 7º DO ART. 225 DA CF
Capítulo 6 - DIREITO ANIMAL
6.1 DENOMINAÇÃO
6.2 CONCEITO
6.3 OBJETO
6.4 PRINCÍPIOS
6.4.1 Princípios Estruturantes
6.4.1.1 Da dignidade animal
6.4.1.2 Da universalidade
6.4.1.3 Da primazia da liberdade natural
6.4.1.4 Da educação animalista
6.4.2 Princípios Compartilhados
6.4.2.1 Da precaução
6.4.2.2 Da democracia participativa
6.4.2.3 Do acesso à justiça
6.4.2.4 Da proibição do retrocesso
Capítulo 7 - TEORIA GERAL DO DIREITO CIVIL
7.1 RELAÇÃO JURÍDICA
7.2 PESSOA
7.3 SUJEITOS DE DIREITOS
7.3.1 Pessoa Natural/Física
7.3.2 Pessoa Jurídica
7.3.3 Entes Despersonalizados
7.4 PERSONALIDADE JURÍDICA
7.5 CAPACIDADE DE DIREITO E CAPACIDADE DE EXERCÍCIO
7.6 REVISITANDO CONCEITOS CLÁSSICOS
Capítulo 8 - TEORIA GERAL DO DIREITO ANIMAL
8.1 RELAÇÃO JURÍDICA
8.2 ANIMAL
8.3 ANIMAL SUJEITO DE DIREITO
8.4 PERSONALIDADE JURÍDICA SUI GENERIS
8.5 CAPACIDADE JURÍDICA ANIMAL
8.5.1 Capacidade Jurídica Sui Generis: Plena, Plena Reduzível e Reduzida
8.5.2 Incapacidade Absoluta Atípica e Permanente
8.6 REPRESENTANTES LEGAIS DOS ANIMAIS
8.7 ANIMAIS COMO SUJEITOS DE DEVERES
8.8 MICROSSISTEMA JURÍDICO DA TEORIA GERAL DO DIREITO ANIMAL
Capítulo 9 - JUDICIALIZAÇÃO TERCIÁRIA DO DIREITO ANIMAL
9.1 AÇÕES EM QUE OS ANIMAIS FORAM EXCLUÍDOS DO PROCESSO
9.1.1 "Caso Beethoven"
9.1.2 "Caso Mel Leão"
9.1.3 "Caso Aladim"
9.1.4 "Caso Scooby"
9.1.5 "Caso Chaplin"
9.2 AÇÕES EM QUE OS ANIMAIS FORAM RECONHECIDOS COMO SUJEITOS DE DIREITO, MAS SEM CAPACIDADE DE SER PARTE
9.2.1 "Caso Boss"
9.2.2 "Caso Animais da Bonja"
9.3 AÇÕES EM QUE SE RECONHECEU A CAPACIDADE PROCESSUAL DOS ANIMAIS
9.3.1 "Caso Tom e Pretinha"
9.3.2 "Caso Thor"
9.4 AÇÕES EM QUE A CAPACIDADE PROCESSUAL DOS ANIMAIS RECEBEU TRATAMENTO DÍSPAR DENTRO DO MESMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
9.4.1 "Caso Jack"
9.4.2 "Caso Spike e Rambo"
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS